Futuro e desconstrução na Animale
A marca dá continuidade a linguagem futurista das últimas coleções, só que
desta vez cria um contraponto ao supertecnológico, com lãs feltradas que
remetem a cobertores, desabando e desconstruindo um pouco a silhueta
armada.Esse recurso vem da estética belga e minimalista dos anos 90 e cai
muito bem como antídoto ao look total. As modelos parecem super-heroínas de
uma era apocalíptica e as formas lapidadas, inspiradas em pedras e gemas,
têm um quê de criptonita ou de science fiction. Mas os tecidos hi-tech são
reais, e feitos para usar agora. Com efeitos fantásticos e lúdicos, os
materiais são as verdadeiras vedetes da coleção, embora seja quase
impossível prestar muita atenção neles, quando o casting pisa sobre a
passarela. Raquel Zimmermann, Isabeli Fontana, Ana Claudia Michels e Ana
Beatriz Barros juntas? É animal(e)!














