Haute handmade
Isabela Capeto é sempre… Isabela Capeto. Entra estação, sai estação, e a estilista segue apostando no estilo étnico-artesanal que a catapultou no mundo da moda (aqui e lá fora) e que coleciona seguidoras fieis. Os bordados (miçangas, tachas, canutilhos, pastilhas e afins, muitos afins), o perfume 70’s, o mix de materiais, as estampas mais “cheguei!” e as cores fortes só falam com tipos específicos de mulher.
Não há problema algum nisso. Nicolas Ghesquière, o capo da Balenciaga, já disse que “leva muito tempo até fazermos uma coisa bem. Tem que exercitar, em vez de se dobrar à necessidade de inovar sempre”. Acho um ponto respeitável. Mas numa coleção sem tema específico (a inspiração oficial é “Filtros” e “filtrar o que há de melhor em cada coisa”), assim como foi a passada (uma colagem de coleções anteriores), tudo termina ficando repetitivo, ainda que eye catching e super bem-feito. Veludo devorê, pelo, tweed, renda… teve de tudo.
Os shapes foram bem variados: calças boca-de-sino setentinhas, tubinho em A, saias de alfaiataria mais austera 40. E foi justamente com as peças de alfaiataria de lã com pitada militar (saias retas, casacos evasês, tubinhos de corte seco) que a estilista se deu melhor – ou, em outras palavras, alcançou o shape da vez, que gera desejo imediato de consumo. Destaque também para os cardigãs bordados (um bom curinga para acompanhar o LBD) e os escarpins de tressê.














