Mais é mais
Maximalismo dramático, anyone? O cearense Lino Villaventura fez uma coleção (mais uma vez) inteirinha para pessoas como você. Todas as marcas registradas do repertório fashion do estilista estavam ali, no desfile inspirado por asas: nervuras, shapes cocooning, barras e decotes assimétricos, mix de tecidos, jacquards, acessórios exibidos (os escarpins meia-pata tinham aplicações de pena, penduricalhos, pedrarias e afins, tudo ao mesmo tempo agora). Ótimas capelinas pretas arrematavam os looks – de frente, eram cabeças de pássaros.
Os melhores momentos foram as capas coloridas do final e o bom exercício de corseleterie – que durou, que pena!, apenas dois looks. Bem-construídas em jacquard de seda preto, com detalhes de veludo e plissados localizados (na fenda da saia-lápis, por exemplo), os tailleurs de perfume anos 40 adicionam bem-vinda pitada de novidade num menu que carece disso. Lino é um virtuoso couturier, veste todas as madrinhas e noivas poderosas do Nordeste e tem importante papel no cenário fashion nacional. Mas o inverno 2010 poderia ter sido o de 2009, que poderia ter sido o de 2008. Se LIno souber pontuar de inovação sua expertise artesanal














