21/01/2010 - 23:45

Foto de: Paulo Reis
Look
Casaco étnico e calça Neon
por Adriana Bechara
A silhueta das calças largas de alfaiataria com cintura alta e pregas, arrematadas por botas de montaria, foi ponto alto no desfile da Neon. Mas quando Marina Dias entra com um casaco étnico feito de tecido bordado com fios coloridos e motivos tribais dos índios Kuna, do Panamá, arrematado por gola e mangas de pele, foi ápice. Embora contemporâneo, e feito para o inverno 2010, o visual remete às madames elegantes dos anos 70 (muito por conta do turbante também), em momentos de lazer na fazenda da família. Bem apropriado para caça e cavalgadas. Very funny!
Peça
Tailleur Lino Villaventura
por Silvana Holzmeister
Conhecido pela linguagem de moda extravagante e pelas peças volumosas, Lino Villaventura abriu espaço para a silhueta enxuta dos anos 40 na sua proposta para o inverno 2010. O look, formado por saia-lápis e blazer acinturado, chamou atenção na passarela e encontra espaço fácil, fácil em um guarda-roupa moderninho. Os volumes orgânicos que envolvem o quadril e o tecido brocado tiram o visual do senso comum e deixam registrada a inconfundível assinatura do estilista.
Escolha Vogue
Cenário da Neon
por Adriana Bechara
Uma escultura rústica, típica da arte naïf, no formato de um leão deitado, ocupava quase toda a extensão da passarela da Neon e despertou a curiosidade do time Vogue. É de resina? É de madeira? E olha que a fera era gigante! Eis que Dudu Bertholini, logo após o desfile, desvendou o mistério: era de isopor pintado com textura de madeira. A proposta foi desenhada pelo escultor Antonio Ribeiro e desenvolvida pelos carnavalescos Luis Rossi e Fabio Brando. Divertidíssimo e supercoerente com o desfile, inspirado em caças e caçadoras. Como é de praxe, o cenário serviu para a cena final das modelos em poses retrô, espalhadas em torno do corpo do bicho. Grrrrr!!!
Desfile
Alexandre Herchcovitch masculino
por Franco Pellegrino
Alexandre Herchcovitch inspirou-se no filme O sétimo Selo para criar uma coleção sofisticada e cheia de alusões à obra-prima do diretor Ingrid Bergman. O estilista brincou com a figura da morte (personagem do filme) e revistou o manto dela de várias maneiras: nos muitos capuzes e nas diversas versões de híbridos de capas e casacos em versões de lã ou de tule. A maquiagem (espetacular, de Celso Kamura) trouxe cabeças de caveira maquiadas sobre o rosto dos modelos.Caveiras muito chiques, diga-se, que vestem alfaiataria impecável e uma série de calças volumosas que já são peças-desejo entre os fashionistas da ala masculina.
Beleza
Wilson Ranieiri
por Victoria Ceridono
Muito bacana a ideia do cabelo de Wilson Ranieri. Primeiro, a textura dos fios: bem marcados, entre o frisado (que vimos de monte na temporada passada, mas não pegou) e a onda básica de babyliss – o que já dá um efeito novo para o cabelo. Para completar, Rogerio Santana arrematou o cabelo com uma coroa dourada usada na parte de trás da cabeça, perto da nuca, como uma princesa rebelde. Adoramos! O make era bem sutil, mas cheio de detalhes: sombra marrom só no côncavo, \”para realçar a estrutura óssea das mulheres\”, explicou Vanessa Rozan, rímel só em cima, muito iluminador no alto da têmpora e batom rosinha, daqueles que despertam desejo imediato (a cor é uma mistura que Vanessa bolou de última hora!).
Enviado por: Redação
21/01/2010 - 15:30

Foto de: Paulo Reis
Look
Neoterno
Animale
E o pauperismo dá o ar de sua graça esfarrapada na passarelas da Animale também. Depois de surgir na Amapô, a estética faz suas vítimas os casaquetos com recortes e vazados de lã efeito cobertor (sabe aquelas bolinhas que se formam com o uso? Isso). Para quebrar a arquitetura e opacidade da peça, o styling de Luis Fiod apostou no mix com bloomer de lurex. Terninho hi-lo para moças hi-hi.
Vestido 60\'s
Gloria Coelho
Sério candidato a must have absoluto da temporada, o vestido-casaco que fechou o desfile de Gloria Coelho é opção cool e chique aos cocktail dresses. Com perfume sessentinha, o modelo de cetim estruturado e shape evasê vem adornado por camadas (na barra, no decote e nas mangas) de pluminhas misturadas a penas de organza. Grita “sou chique, sou moderna e não sou vítima da moda”- acredite, não é pouca coisa. Minha mãe usou um muito parecido na sua festa de noivado, em 1969. O que é bom, nesse caso, não durou pouco.
Escolha Vogue
2nd Floor
A 2nd Floor leva o Escolha de hoje pelo conjunto da obra: tema divertido (Sherlock Holmes), coerência perfeita entre conceito e execução e posicionamento esperto (moda jovem sem ser girly e sem se reduzir ao “cocktail dress para balada” da concorrência). Vogue amou as peças de lã flat que, num efeito fade, se transformam em maxitricôs, os jeans bem fininhos com respingos de tinta (sob medida para o inverno tropical) e as doctor bags wannabe Mulberry.
Desfile
Huis Clos
Menos cool e cerebral, mais feminina e delicada, a coleção de inverno da Huis Clos veio bem em sintonia com os desejos de moda do momento (haute alfaiataria, minimalismo, suave perfume esportivo, rigor 40’s) e soube traduzi-los com perfeição ao universo da cliente sofisticada e inteligente, num desfile leve, limpo, suave e constante. Cartela elegante de beges, cinzas e camelo, shape coluna e peças que você compra agora e usa para todo o sempre credenciam Sara Kawasaki & Cia ao pódio deste quarto dia de SPFW. Na dúvida, entre um mantô de construção precisa e inovadora, um top de seda e detalhes franjados e um vestido quarentinha no joelho… fique com os três!
A força dos Olhos
Animale
Make de impacto para o desfile da Animale. O foco está nos olhos, no qual foi aplicado sombra grafite apenas nos cantos interno e externo – deixando o meio sem nada. Embaixo, rente aos cílios, sombra vinho (Pigment Heritage Rouge, MAC Pro) bem esfumada. “O efeito é de olhos maiores. O vinho aumenta, e o grafite levanta”, explicou Max Weber no camarim. E a sombra vinho é uma alternativa interessante ao marrom. Para completar, blush apenas para fazer o contorno do rosto (nada de cor, só jogo de luz e sombra) e batom nude Yves Saint Laurent Rouge Volupté cor 31.
Enviado por: Redação